REAJUSTE DO ICMS: IRRESPONSABILIDADE DO GOVERNADOR DE SÃO PAULO

Em plena pandemia, com o comércio enfrentando a crise econômica gerada pelo governo estadual, que determinou que permanecesse fechado por 96 dias durante o ano passado, agora, janeiro começa com um enorme reajuste no ICMS dos produtos alimentícios.

A medida irá afetar todos os produtos da cesta básica, com reajustes de preços que serão pagas pelo consumidor paulista.

Em protesto, esta atitude gerou um movimento do setor agropecuário que irá promover amanhã um “TRATORAÇO” em todo estado de São Paulo, o qual o SINCOMÉRCIO apoia.

Para entender o alcance dessa absurda medida, vamos ver o caso dos ovos, alimento essencial aos brasileiros.

Os ovos eram isentos de ICMS e agora tem uma alíquota de 4,14%.

Alguns podem pensar que um reajuste como esse seja suportável.

Mas não se restringe a isso. O ICMS é um tributo em cascata incidindo em todos as etapas da produção.

Todos os insumos utilizados na cadeia de produção deste alimento tiveram aumento do ICMS.

A ração, com grande peso na produção, deixou de ser isenta para ter igual tributação de 4,14%.

Não é só isso. O diesel e o etanol utilizados no transporte tiveram o imposto aumentado de 12% para 13,3%.

As embalagens passaram de 7% para 9,4%.

A energia elétrica, largamente utilizada, passou de isenta para tributada em 12%, no caso de consumo superior 1.000kWh/mês.

Não para por aí.

A produção do milho, essencial para as rações, sofreu o mesmo reajuste sobre frete, energia elétrica, além dos insumos utilizados, que eram isentos e agora sofrem a alíquota de 4,14%.

Máquinas e implementos usados, utilizados por pequenos produtores, tiveram alíquota alterada de 0,9% para 4,86%.

Poderíamos ter falado aqui da situação do leite, suco de laranja, hortifrútis, pão, farinha de mandioca, flores e mudas de plantas que, com pequenas variações, sofrerão o mesmo efeito verificado nos preços dos ovos.

Qual impacto que isso terá no varejo? Fala-se em reajuste de 30% no preço final.

Vamos saber, com exatidão, no próximo mês, quando os novos preços dos ovos já tiverem chegado ao consumidor final.

Esse é o preço que Bauru pagará, com uma economia debilitada e uma saúde deficiente proporcionada pelo estado, pela irresponsabilidade de seu governador.

Triste, muito triste.

Walace Garroux Sampaio
Presidente Sincomércio

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